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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Conceito de núcleo familiar no Estatuto da Família

Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Manifestações do Complexo Homossexual

(Em Português Europeu)

Quando se tenta mostrar a verdadeira natureza do amor homossexual, encontra-se frequentemente uma resistência indignada. «Porque não me deixa ser feliz, se eu sou assim?», é a exclamação dramática, facilmente previsível. No entanto, a questão não está em ser ou não permitido, mas em ser «vivível».

Muitas pessoas com orientação homossexual não estão nada dispostas a privar-se dos seus sentimentos ilusórios, como os alcoólicos ou os tóxico-dependentes não se querem abster dos seus estimulantes.

A partir da experiência clínica e da literatura científica existente sobre o tema podem delinear-se algumas características gerais do complexo homossexual, tanto nos homens como nas mulheres.

1. A busca de um amante é reiterativa. Embora as mulheres com orientação homossexual tenham em média relações de maior duração que os homens com orientação homossexual, as relações nunca duram pelos anos fora. A dependência neurótica das sensações de ânsias insatisfeitas —por outras palavras, os queixumes neuróticos— apertam as esporas e obrigam a correr sempre, atrás de novas ilusões.

2. O desejo homossexual é transitório e superficial. Os desejos homossexuais e a sede de calor e de compaixão a eles associada podem ser vis.os pela pessoa como a coisa mais bela e mais profunda na vida de alguém. Isto já é um auto-engano. Os apetites homossexuais, exaltados às vezes como «puro amor» e como um amor mais profundo que o amor entre marido e mulher, na realidade, não têm nada a ver com o verdadeiro amor. Trata-se de um «amor» centrado sobre a própria pessoa; é um pedir, até mesmo um suplicar, carinho e atenção. Este facto manifesta-se claramente no modo em que as relações homossexuais costumam terminar.

Como o parceiro serve para satisfazer as exigências de um Eu infantil, mas não é realmente amado como pessoa, o resultado é que se pode viver agarrado ao parceiro e, ao mesmo tempo, sentir uma profunda e completa indiferença por ele. É significativo que estas pessoas possam falar das suas relações passadas sem nenhuma emoção, como crianças que deitaram fora um brinquedo em que já não estão interessadas.

3. As pessoas com inclinações homossexuais, tal como os outros neuróticos, sofrem de uma auto-compaixão compulsiva. Nem todas exprimem a sua auto-compaixão e a tendência a auto-consolar-se com palavras dramáticas e lamentos verbais mas, quando se começa a conhecê-las um pouco melhor, torna-se quase sempre manifesto um pano de fundo de auto-compaixão. Tendem a pensar em termos de problemas e temores: algumas pessoas são evidentemente hiper-emotivas; outras são do tipo chorão; outras são hiper-críticas relativamente a si próprias e aos outros; algumas queixam-se regularmente de mal-estar físico (que dramatizam); outras sofrem depressões, passam, a intervalos de tempo regulares, através de «crises neuróticas» ou lamentam-se da solidão, da sua própria apatia, das suas dificuldades nas relações humanas, etc. A boa disposição e a verdadeira alegria estão exactamente nos antípodas  desta patologia lamurienta. É verdade que alguns homossexuais representam o papel do brincalhão descontraído, mas um exame um pouco mais atento deixa ver, por trás da representação, a criança deprimida que se compadece. Essa atitude pode ser uma forma pueril de atrair a atenção e a admiração sobre o próprio Eu infantil. Por baixo, há sempre agitação.

4. As pessoas com inclinações homossexuais têm uma espécie de fome de atenção, que pode traduzir-se de várias maneiras. Uma delas é impingir-se aos outros para absorver a sua atenção; outra é apresentar-se de propósito como vítima e apelar aos sentimentos de compaixão os outros, para obter ajuda e protecção; outra é impor-se no ambiente, monopolizando-o, precisamente como as crianças fazem às vezes. Procuram principalmente a atenção de um certo parceiro desejado, mas este chamar a atenção pode generalizar-se como forma de entrar em relação com os outros.

5. Outra característica universal do neurótico é o estar centrado sobre si mesmo. Isto implica que os sentimentos e os pensamentos girem em torno do eu, tornando-os incapazes de se abrirem aos outros e de os amarem verdadeiramente. «O meu marido chaga as pessoas à sua volta», disse-me uma vez a mulher de um homem casado homossexual, «mas é incapaz de ter amor, nem sabe o que isso é». Quanto mais o complexo homossexual predomina na vida emocional da pessoa, tanto mais esta descrição corresponde à verdade.

6. No adulto, a «criança que se auto-compadece» mantém a vida emocional a um nível de imaturidade também noutros domínios, para além do sexual. O infantilismo emocional das pessoas que têm um complexo homossexual faz com que elas se comportem e pensem como crianças e, em particular, leva-as a reprimir o crescimento emocional normal, em maior ou menor grau, conforme a força do complexo.

7. O facto de ficar em parte como uma criança repercute-se também no relacionamento com os pais. Por isso, os homens com este complexo têm frequentemente uma certa «ligação com a mãe» ou alimentam uma atitude de reprovação ou de hostilidade para com o pai, típica de uma «ligação negativa com o pai». Nas mulheres lésbicas passa-se algo semelhante. A ligação estabelecida com os pais, mantida sem evolução, pode conter elementos ambivalentes: uma mulher pode ter uma relação de dependência da mãe e, ao mesmo tempo, tender a entrar em conflito com ela para descarregar a irritação que sente em relação a ela.

8. A «criança interior de outrora» conserva atitudes e sentimentos infantis em relação ao outro sexo. O homem homossexual pode continuar a detestar as mulheres segundo a mesma perspectiva com que o adolescente do passado as via, como intrusas na sua vida ou como rivais que lhe quisessem roubar os companheiros, ou, simplesmente, como «aquelas estúpidas raparigas» que estragam as brincadeiras dos rapazes. Pode sentir-se ainda inferior e temeroso de fronte a elas, envergonhando-se da sua escassa virilidade. Pode continuar a ver algumas mulheres como figuras protectoras, maternas, cheias de desvelo, e não como mulheres adultas com quem se pode dar como homem adulto. De modo análogo, a «menina que sobrevive dentro a mulher lésbica» pode continuar a ver os homens através de lentes deformantes, por aversão, inveja, temor ou aborrecimento.

9. As pessoas com orientação homossexual têm dificuldade em aceitar plenamente a sua identidade sexual, a chamada «identidade de género». O homem sente as coisas masculinas como não pertencentes a si; a mulher lésbica não está à vontade nas coisas femininas. Contudo, é errado pensar que intimamente, estes homens se sintam mulheres, ou as mulheres lésbica se sintam homens.

10. Enfim, não é supérfluo notar que um complexo homossexual é apenas uma parte da personalidade total de uma pessoa. A pessoa, como um todo, é algo mais que a sua personalidade infantil, ainda que algumas pessoas com sentimentos homossexuais impressionem pela sua notável imaturidade. Reparando melhor, descobre-se que cada homem ou mulher afligido pela homossexualidade tem muitas qualidades e tendências de adulto. Por dizer respeito à parte infantil da sua personalidade, este estudo poderia eventualmente deixar a impressão errónea de que se trata de pessoas completamente doentes; contudo, o psicoterapeuta apoia-se justamente na parte adulta da personalidade homossexual e é com ela que trabalha, é desta parte que se pode esperar uma visão realista da própria pessoa, a boa vontade e as outras energias terapêuticas. 

A parte adulta da personalidade é também a mais interessante das duas: está viva, enquanto a componente infantil do Eu se parece mais com um mecanismo fossilizado e estereotipado. Na vida de todos os dias encontramos geralmente uma mistura dos aspectos maduros e dos aspectos infantis da personalidade.

Os casos de bissexualidade derivam desta estrutura de dupla personalidade: a inclinação sexual que deriva da parte mais adulta, quando se desenvolve, orienta-se para o objecto maduro da sexualidade, isto é, o sexo oposto; por outro lado, a «criança que se auto-compadece» arrasta a sexualidade para os seus objectos imaturos. Assim, como uma parte da personalidade bissexual anula a outra, e evidente que a heterossexualidade destas pessoas ainda não está completamente desenvolvida.