quarta-feira, 23 de abril de 2014

Manifestações do Complexo Homossexual

(Em Português Europeu)

Quando se tenta mostrar a verdadeira natureza do amor homossexual, encontra-se frequentemente uma resistência indignada. «Porque não me deixa ser feliz, se eu sou assim?», é a exclamação dramática, facilmente previsível. No entanto, a questão não está em ser ou não permitido, mas em ser «vivível».

Muitas pessoas com orientação homossexual não estão nada dispostas a privar-se dos seus sentimentos ilusórios, como os alcoólicos ou os tóxico-dependentes não se querem abster dos seus estimulantes.

A partir da experiência clínica e da literatura científica existente sobre o tema podem delinear-se algumas características gerais do complexo homossexual, tanto nos homens como nas mulheres.

1. A busca de um amante é reiterativa. Embora as mulheres com orientação homossexual tenham em média relações de maior duração que os homens com orientação homossexual, as relações nunca duram pelos anos fora. A dependência neurótica das sensações de ânsias insatisfeitas —por outras palavras, os queixumes neuróticos— apertam as esporas e obrigam a correr sempre, atrás de novas ilusões.

2. O desejo homossexual é transitório e superficial. Os desejos homossexuais e a sede de calor e de compaixão a eles associada podem ser vis.os pela pessoa como a coisa mais bela e mais profunda na vida de alguém. Isto já é um auto-engano. Os apetites homossexuais, exaltados às vezes como «puro amor» e como um amor mais profundo que o amor entre marido e mulher, na realidade, não têm nada a ver com o verdadeiro amor. Trata-se de um «amor» centrado sobre a própria pessoa; é um pedir, até mesmo um suplicar, carinho e atenção. Este facto manifesta-se claramente no modo em que as relações homossexuais costumam terminar.

Como o parceiro serve para satisfazer as exigências de um Eu infantil, mas não é realmente amado como pessoa, o resultado é que se pode viver agarrado ao parceiro e, ao mesmo tempo, sentir uma profunda e completa indiferença por ele. É significativo que estas pessoas possam falar das suas relações passadas sem nenhuma emoção, como crianças que deitaram fora um brinquedo em que já não estão interessadas.

3. As pessoas com inclinações homossexuais, tal como os outros neuróticos, sofrem de uma auto-compaixão compulsiva. Nem todas exprimem a sua auto-compaixão e a tendência a auto-consolar-se com palavras dramáticas e lamentos verbais mas, quando se começa a conhecê-las um pouco melhor, torna-se quase sempre manifesto um pano de fundo de auto-compaixão. Tendem a pensar em termos de problemas e temores: algumas pessoas são evidentemente hiper-emotivas; outras são do tipo chorão; outras são hiper-críticas relativamente a si próprias e aos outros; algumas queixam-se regularmente de mal-estar físico (que dramatizam); outras sofrem depressões, passam, a intervalos de tempo regulares, através de «crises neuróticas» ou lamentam-se da solidão, da sua própria apatia, das suas dificuldades nas relações humanas, etc. A boa disposição e a verdadeira alegria estão exactamente nos antípodas  desta patologia lamurienta. É verdade que alguns homossexuais representam o papel do brincalhão descontraído, mas um exame um pouco mais atento deixa ver, por trás da representação, a criança deprimida que se compadece. Essa atitude pode ser uma forma pueril de atrair a atenção e a admiração sobre o próprio Eu infantil. Por baixo, há sempre agitação.

4. As pessoas com inclinações homossexuais têm uma espécie de fome de atenção, que pode traduzir-se de várias maneiras. Uma delas é impingir-se aos outros para absorver a sua atenção; outra é apresentar-se de propósito como vítima e apelar aos sentimentos de compaixão os outros, para obter ajuda e protecção; outra é impor-se no ambiente, monopolizando-o, precisamente como as crianças fazem às vezes. Procuram principalmente a atenção de um certo parceiro desejado, mas este chamar a atenção pode generalizar-se como forma de entrar em relação com os outros.

5. Outra característica universal do neurótico é o estar centrado sobre si mesmo. Isto implica que os sentimentos e os pensamentos girem em torno do eu, tornando-os incapazes de se abrirem aos outros e de os amarem verdadeiramente. «O meu marido chaga as pessoas à sua volta», disse-me uma vez a mulher de um homem casado homossexual, «mas é incapaz de ter amor, nem sabe o que isso é». Quanto mais o complexo homossexual predomina na vida emocional da pessoa, tanto mais esta descrição corresponde à verdade.

6. No adulto, a «criança que se auto-compadece» mantém a vida emocional a um nível de imaturidade também noutros domínios, para além do sexual. O infantilismo emocional das pessoas que têm um complexo homossexual faz com que elas se comportem e pensem como crianças e, em particular, leva-as a reprimir o crescimento emocional normal, em maior ou menor grau, conforme a força do complexo.

7. O facto de ficar em parte como uma criança repercute-se também no relacionamento com os pais. Por isso, os homens com este complexo têm frequentemente uma certa «ligação com a mãe» ou alimentam uma atitude de reprovação ou de hostilidade para com o pai, típica de uma «ligação negativa com o pai». Nas mulheres lésbicas passa-se algo semelhante. A ligação estabelecida com os pais, mantida sem evolução, pode conter elementos ambivalentes: uma mulher pode ter uma relação de dependência da mãe e, ao mesmo tempo, tender a entrar em conflito com ela para descarregar a irritação que sente em relação a ela.

8. A «criança interior de outrora» conserva atitudes e sentimentos infantis em relação ao outro sexo. O homem homossexual pode continuar a detestar as mulheres segundo a mesma perspectiva com que o adolescente do passado as via, como intrusas na sua vida ou como rivais que lhe quisessem roubar os companheiros, ou, simplesmente, como «aquelas estúpidas raparigas» que estragam as brincadeiras dos rapazes. Pode sentir-se ainda inferior e temeroso de fronte a elas, envergonhando-se da sua escassa virilidade. Pode continuar a ver algumas mulheres como figuras protectoras, maternas, cheias de desvelo, e não como mulheres adultas com quem se pode dar como homem adulto. De modo análogo, a «menina que sobrevive dentro a mulher lésbica» pode continuar a ver os homens através de lentes deformantes, por aversão, inveja, temor ou aborrecimento.

9. As pessoas com orientação homossexual têm dificuldade em aceitar plenamente a sua identidade sexual, a chamada «identidade de género». O homem sente as coisas masculinas como não pertencentes a si; a mulher lésbica não está à vontade nas coisas femininas. Contudo, é errado pensar que intimamente, estes homens se sintam mulheres, ou as mulheres lésbica se sintam homens.

10. Enfim, não é supérfluo notar que um complexo homossexual é apenas uma parte da personalidade total de uma pessoa. A pessoa, como um todo, é algo mais que a sua personalidade infantil, ainda que algumas pessoas com sentimentos homossexuais impressionem pela sua notável imaturidade. Reparando melhor, descobre-se que cada homem ou mulher afligido pela homossexualidade tem muitas qualidades e tendências de adulto. Por dizer respeito à parte infantil da sua personalidade, este estudo poderia eventualmente deixar a impressão errónea de que se trata de pessoas completamente doentes; contudo, o psicoterapeuta apoia-se justamente na parte adulta da personalidade homossexual e é com ela que trabalha, é desta parte que se pode esperar uma visão realista da própria pessoa, a boa vontade e as outras energias terapêuticas. 

A parte adulta da personalidade é também a mais interessante das duas: está viva, enquanto a componente infantil do Eu se parece mais com um mecanismo fossilizado e estereotipado. Na vida de todos os dias encontramos geralmente uma mistura dos aspectos maduros e dos aspectos infantis da personalidade.

Os casos de bissexualidade derivam desta estrutura de dupla personalidade: a inclinação sexual que deriva da parte mais adulta, quando se desenvolve, orienta-se para o objecto maduro da sexualidade, isto é, o sexo oposto; por outro lado, a «criança que se auto-compadece» arrasta a sexualidade para os seus objectos imaturos. Assim, como uma parte da personalidade bissexual anula a outra, e evidente que a heterossexualidade destas pessoas ainda não está completamente desenvolvida.

11 comentários:

Anônimo disse...

Cara, parabéns pelo seu texto. Eu tenho 16 anos e, desde bem pequeno, sinto atração por pessoas do mesmo sexo que eu. É muito difícil ter de conviver com tal característica indesejada. Já tentei recorrer à religião para obter a solução para meus problemas, mas, atualmente, enfraqueci minha fé em Deus por razões filosóficas. Eu faria, no entanto, qualquer coisa para livra-me deste mal. Sei que ainda existe a possibilidade da existência de um Deus piedoso que pode ajudar-me, mas convivo com muitos conflitos psicológicos e religiosos que nem eu posso explicar. Desenvolvi uma atração muito forte por meu melhor amigo, e isso me corrói por dentro, fazendo-me, conforme seu texto bem explica, tomar atitudes infantis e ciumentas em relação a ele. Já pensei em suicídio e estou muito triste por dentro, uma vez que, na idade em que estou, começam as cobranças por parte da sociedade para namorar e casar. Desculpe-me pelo texto longo; eu precisava desabafar. Muito obrigado por este blog! Abraço.

Anônimo disse...

Cara, também convivo com conflitos psicológicos, filosóficos e religiosos. A tristeza é algo comum para pessoas em crise, mas procure não pensar em suicídio, viva cada dia de cada vez e esqueça a opinião dos outros.

Anônimo disse...

Me vejo na mesma situaçao que vc.

Anônimo disse...

Eu ja não sei o que fazer. Tenho 20 anos, sofro com isso todos os dias. Na minha cabeça não tenho essa idade, nem estou preparado para isso. Mais o pior de tudo é que sente atração pelas pessoas erradas. Você firma o pensamento em dizer que não mais sente. Eu me escondo, nunca tive relação com ninguém nem ao menos gosto de pensar no fato de ter que beijar uma pessoa. Tenho medo disso. É algo que não dá para explicar e que vai te matando a cada dia.

Alexandre De Sá disse...

Eu vivi 3 casamentos gays e vivi conforme o texto acima, quase minha vida toda, vivi todos esse conflitos mais já não aguentava era muita umilhação e sofrimentos, resovi que não poderia continuar daquele geito, procurei ajuda em uma igreja evangelica, e busquei em Deus, preencher me da palavra de Deus , fui provado e tentado enumeras vezes, sofri muito, pois para quem quer deixar esse caminho tem que ter muita fé e mais ainda determinação, pasdei por um longo processo, deixei amigos do ramo, deixei festas internet, em fim tudo q me levasse ao desejo, cobiça etc... fácil não foi mais hoje sou feliz tenho 3filhos lindos q amo tanto, em fim a resposta esta em Jesus. Ele pode te ajudar se vc querer de todo o seu coração. Espero ter ajudado e pena que não da para contar minha vida toda antes e depois, sei que seria de grande ajuda e edificante. Fiquem todos na paz e que alcansem seus objetivos.

Anônimo disse...

Caraca enfrento a mesma coisa, da mesma forma como ele disse!

Anônimo disse...

Sou lésbica e sinceramente tentei me observar sobre todos os pontos do seu artigo, mas nenhum deu certo pra mim, acho que esse seu artigo só vale pra gays masculinos. Outro ponto eu gostaria de saber se existe algum lugar que faz tratamento pra transformar gays em héteros, pois apesar de não acreditar que seja possível eu gostaria de tentar.

Mateus disse...

Parece que você não é o único... Também tenho 16 e me vejo assim, embora não sinta atração por um melhor amigo (imagino que seja pela ausência de um). De qualquer forma, desejo melhoras e posteriormente o melhor a você!

Paulo Henrique disse...

Estou relatando minhas dificuldades no blog que acabei de criar. Visita lá depois. Abraços

http://naoquerosergaymais.blogspot.com.br/

Anônimo disse...

Tem jeito sim de sair do homossexualismo. Mas o jeito é Cristo, na libertação que ele tem pra nós. Sou ex-lesbica, sou casada e muito feliz hoje, mas não foi fácil sair disso. Quero ajudar, me mande um e-mail que eu posso : transformadosetransformadas@gmail.com

Anônimo disse...

Objetivamente eu gostaria de encontrar uma forma de não desejar outros homens. Contudo, há 20 anos venho lutando. Tive uma experiência religiosa muito intensa,casei. Mas continuo com esse espinho na carne.