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domingo, 14 de dezembro de 2014

OS EX-HOMOSSEXUAIS NA BÍBLIA

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a fornicação, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? Não, por certo.
Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
Fugi da fornicação. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo.
Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus."

1 Coríntios 6:9-20

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Conceito de núcleo familiar no Estatuto da Família

Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família

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SE VOCÊ É A FAVOR DA FAMÍLIA, 
VOTE S I M !!! 

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Manifestações do Complexo Homossexual

(Em Português Europeu)

Quando se tenta mostrar a verdadeira natureza do amor homossexual, encontra-se frequentemente uma resistência indignada. «Porque não me deixa ser feliz, se eu sou assim?», é a exclamação dramática, facilmente previsível. No entanto, a questão não está em ser ou não permitido, mas em ser «vivível».

Muitas pessoas com orientação homossexual não estão nada dispostas a privar-se dos seus sentimentos ilusórios, como os alcoólicos ou os tóxico-dependentes não se querem abster dos seus estimulantes.

A partir da experiência clínica e da literatura científica existente sobre o tema podem delinear-se algumas características gerais do complexo homossexual, tanto nos homens como nas mulheres.

1. A busca de um amante é reiterativa. Embora as mulheres com orientação homossexual tenham em média relações de maior duração que os homens com orientação homossexual, as relações nunca duram pelos anos fora. A dependência neurótica das sensações de ânsias insatisfeitas —por outras palavras, os queixumes neuróticos— apertam as esporas e obrigam a correr sempre, atrás de novas ilusões.

2. O desejo homossexual é transitório e superficial. Os desejos homossexuais e a sede de calor e de compaixão a eles associada podem ser vis.os pela pessoa como a coisa mais bela e mais profunda na vida de alguém. Isto já é um auto-engano. Os apetites homossexuais, exaltados às vezes como «puro amor» e como um amor mais profundo que o amor entre marido e mulher, na realidade, não têm nada a ver com o verdadeiro amor. Trata-se de um «amor» centrado sobre a própria pessoa; é um pedir, até mesmo um suplicar, carinho e atenção. Este facto manifesta-se claramente no modo em que as relações homossexuais costumam terminar.

Como o parceiro serve para satisfazer as exigências de um Eu infantil, mas não é realmente amado como pessoa, o resultado é que se pode viver agarrado ao parceiro e, ao mesmo tempo, sentir uma profunda e completa indiferença por ele. É significativo que estas pessoas possam falar das suas relações passadas sem nenhuma emoção, como crianças que deitaram fora um brinquedo em que já não estão interessadas.

3. As pessoas com inclinações homossexuais, tal como os outros neuróticos, sofrem de uma auto-compaixão compulsiva. Nem todas exprimem a sua auto-compaixão e a tendência a auto-consolar-se com palavras dramáticas e lamentos verbais mas, quando se começa a conhecê-las um pouco melhor, torna-se quase sempre manifesto um pano de fundo de auto-compaixão. Tendem a pensar em termos de problemas e temores: algumas pessoas são evidentemente hiper-emotivas; outras são do tipo chorão; outras são hiper-críticas relativamente a si próprias e aos outros; algumas queixam-se regularmente de mal-estar físico (que dramatizam); outras sofrem depressões, passam, a intervalos de tempo regulares, através de «crises neuróticas» ou lamentam-se da solidão, da sua própria apatia, das suas dificuldades nas relações humanas, etc. A boa disposição e a verdadeira alegria estão exactamente nos antípodas  desta patologia lamurienta. É verdade que alguns homossexuais representam o papel do brincalhão descontraído, mas um exame um pouco mais atento deixa ver, por trás da representação, a criança deprimida que se compadece. Essa atitude pode ser uma forma pueril de atrair a atenção e a admiração sobre o próprio Eu infantil. Por baixo, há sempre agitação.

4. As pessoas com inclinações homossexuais têm uma espécie de fome de atenção, que pode traduzir-se de várias maneiras. Uma delas é impingir-se aos outros para absorver a sua atenção; outra é apresentar-se de propósito como vítima e apelar aos sentimentos de compaixão os outros, para obter ajuda e protecção; outra é impor-se no ambiente, monopolizando-o, precisamente como as crianças fazem às vezes. Procuram principalmente a atenção de um certo parceiro desejado, mas este chamar a atenção pode generalizar-se como forma de entrar em relação com os outros.

5. Outra característica universal do neurótico é o estar centrado sobre si mesmo. Isto implica que os sentimentos e os pensamentos girem em torno do eu, tornando-os incapazes de se abrirem aos outros e de os amarem verdadeiramente. «O meu marido chaga as pessoas à sua volta», disse-me uma vez a mulher de um homem casado homossexual, «mas é incapaz de ter amor, nem sabe o que isso é». Quanto mais o complexo homossexual predomina na vida emocional da pessoa, tanto mais esta descrição corresponde à verdade.

6. No adulto, a «criança que se auto-compadece» mantém a vida emocional a um nível de imaturidade também noutros domínios, para além do sexual. O infantilismo emocional das pessoas que têm um complexo homossexual faz com que elas se comportem e pensem como crianças e, em particular, leva-as a reprimir o crescimento emocional normal, em maior ou menor grau, conforme a força do complexo.

7. O facto de ficar em parte como uma criança repercute-se também no relacionamento com os pais. Por isso, os homens com este complexo têm frequentemente uma certa «ligação com a mãe» ou alimentam uma atitude de reprovação ou de hostilidade para com o pai, típica de uma «ligação negativa com o pai». Nas mulheres lésbicas passa-se algo semelhante. A ligação estabelecida com os pais, mantida sem evolução, pode conter elementos ambivalentes: uma mulher pode ter uma relação de dependência da mãe e, ao mesmo tempo, tender a entrar em conflito com ela para descarregar a irritação que sente em relação a ela.

8. A «criança interior de outrora» conserva atitudes e sentimentos infantis em relação ao outro sexo. O homem homossexual pode continuar a detestar as mulheres segundo a mesma perspectiva com que o adolescente do passado as via, como intrusas na sua vida ou como rivais que lhe quisessem roubar os companheiros, ou, simplesmente, como «aquelas estúpidas raparigas» que estragam as brincadeiras dos rapazes. Pode sentir-se ainda inferior e temeroso de fronte a elas, envergonhando-se da sua escassa virilidade. Pode continuar a ver algumas mulheres como figuras protectoras, maternas, cheias de desvelo, e não como mulheres adultas com quem se pode dar como homem adulto. De modo análogo, a «menina que sobrevive dentro a mulher lésbica» pode continuar a ver os homens através de lentes deformantes, por aversão, inveja, temor ou aborrecimento.

9. As pessoas com orientação homossexual têm dificuldade em aceitar plenamente a sua identidade sexual, a chamada «identidade de género». O homem sente as coisas masculinas como não pertencentes a si; a mulher lésbica não está à vontade nas coisas femininas. Contudo, é errado pensar que intimamente, estes homens se sintam mulheres, ou as mulheres lésbica se sintam homens.

10. Enfim, não é supérfluo notar que um complexo homossexual é apenas uma parte da personalidade total de uma pessoa. A pessoa, como um todo, é algo mais que a sua personalidade infantil, ainda que algumas pessoas com sentimentos homossexuais impressionem pela sua notável imaturidade. Reparando melhor, descobre-se que cada homem ou mulher afligido pela homossexualidade tem muitas qualidades e tendências de adulto. Por dizer respeito à parte infantil da sua personalidade, este estudo poderia eventualmente deixar a impressão errónea de que se trata de pessoas completamente doentes; contudo, o psicoterapeuta apoia-se justamente na parte adulta da personalidade homossexual e é com ela que trabalha, é desta parte que se pode esperar uma visão realista da própria pessoa, a boa vontade e as outras energias terapêuticas. 

A parte adulta da personalidade é também a mais interessante das duas: está viva, enquanto a componente infantil do Eu se parece mais com um mecanismo fossilizado e estereotipado. Na vida de todos os dias encontramos geralmente uma mistura dos aspectos maduros e dos aspectos infantis da personalidade.

Os casos de bissexualidade derivam desta estrutura de dupla personalidade: a inclinação sexual que deriva da parte mais adulta, quando se desenvolve, orienta-se para o objecto maduro da sexualidade, isto é, o sexo oposto; por outro lado, a «criança que se auto-compadece» arrasta a sexualidade para os seus objectos imaturos. Assim, como uma parte da personalidade bissexual anula a outra, e evidente que a heterossexualidade destas pessoas ainda não está completamente desenvolvida.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Restaurando a Identidade: Expondo as Raízes

As gigantescas sequóias do litoral da Califórnia são fascinantes. Cada árvore parece um gigante vivo, que respira com vida e personalidade próprias. Quando uma tempestade ou um incêndio derruba uma delas, há uma sensação de que caiu “um gigante” — especialmente quando se examina o incrível sistema de raízes que apóia aqueles monólitos.

As raízes, embora superficiais, podem espalhar-se por centenas de metros em todas as direções, entretecendo-se com o sistema de raízes de outros gigantes. As impressionantes árvores que as pessoas vêem são apenas metade da história. Embaixo da terra jaz toda uma “floresta”, fornecendo nutrientes e apoio para as gigantescas sequóias, mantendo cada árvore firmemente no lugar. Para o cristão que está saindo da homossexualidade ou do Iesbianismo, o problema gay pode parecer tão grande em sua vida como uma gigantesca sequóia: enorme, óbvio, inabalável, imutável.

Mas, exatamente como o sistema de raízes por baixo da floresta das sequóias, o homossexualismo lambem tem raízes. Muitas coisas por baixo da superfície de nossas vidas alimentam a identidade gay e a mantém firme no lugar. Conforme essas raízes são identificadas e tratadas, através da orientação de Deus e no seu tempo, a homossexualidade se torna cada vez menos firmemente estabelecida. Mesmo a identidade lésbica ou homossexual, tão abrangente e tão enraizada, vai submeter-se à cura paciente, persistente e gentil de Deus.

Por que Estudar as Raízes?

Antes dos anos setenta, não havia ministérios criados especificamente para ajudar as pessoas a sair da homossexualidade. Os cristãos que lutavam contra as tentações gays ou lésbicas encontravam certa medida de cura simplesmente utilizando as disciplinas básicas cristãs — oração, estudo bíblico, comunhão — às suas vidas. Alguns encontravam forças para se absterem da atividade homossexual, mas poucos viam quaisquer mudanças significativas na intensidade de seus sentimentos homossexuais ou na maneira pela qual viam a si mesmos. Muitos criam que o melhor que poderiam esperar era tornarem-se, cerrando os dentes, homossexuais cristãos, abstinentes.

Por volta de 1973, começaram a surgir ministérios especializados para ex-gays. Esses grupos examinaram mais atentamente a questão: “Um homossexual pode realmente mudar?” Antigas lésbicas e gays não se contentavam em cerrar os dentes, afogando constantemente tentações sexuais esmagadoras para ganhar a etiqueta de “bom cristão”. Se Jesus era real — e eles criam que era — queriam ver o poder dele operando em suas vidas.

Conversando com homens e mulheres que procuravam uma saída do homossexualismo, líderes de ministérios com ex-gays começaram a perceber fatores comuns nos antecedentes de pessoas que vinham pedir ajuda.

As áreas principais onde estes padrões emergiam eram:

  •  Desenvolvimento precoce na infância
  •  Antecedentes familiares 
  •  Temperamento e interesses 
  •  Pressão dos colegas 
  •  Abuso sexual 


Conforme os indivíduos começavam a examinar essas áreas de suas vidas, lidando com oração e franqueza com os sentimentos e feridas sob a superfície, gradualmente experimentavam mudanças espantosas. As histórias e introspecções deste capítulo são chaves para abrir as cadeias da identidade, sentimentos e comportamentos lésbicos e homossexuais. Não examinamos as raízes do desenvolvimento homossexual para dragar a sujeira de nossa infância ou jogar a culpa sobre nossos pais. Fazemo-lo porque entender o desenvolvimento do homossexual aponta o caminho da verdadeira solução.

Podemos olhar para trás e ver o que foi responsável pelo que não somos. Quando trazemos à luz nossos próprios atos e atitudes errados, podemos confessar nossa culpa e receber o perdão de Deus. Onde fomos vítimas das circunstâncias e dos atos cruéis de outras pessoas, podemos ganhar entendimento e aprender a perdoar. Antes de mais nada, não cremos que a homossexualidade nasça com a pessoa. Fundamentamos nossas crenças nos ensinamentos da Bíblia sobre o homossexualismo, apoiados pela falta de provas científicas conclusivas para tal teoria.

Mas mesmo se as tendências homossexuais fossem uma característica herdada, não as interpretaríamos como um endosso para o envolvimento gay ou lésbico. Muitos estudos têm indicado que as tendências para o alcoolismo ou para a depressão são herdadas. Mas não abraçamos o alcoolismo e a depressão como estilos de vida “alternativos aceitáveis”. Antes, tentamos ajudar as pessoas que sofrem dessas tendências a encontrar cura e recuperação.

Enquanto rejeitamos a visão de que a homossexualidade é geneticamente determinada, reconhecemos que as circunstâncias e pressões que forçam um homem ou uma mulher a concluir “Eu sou gay” ou “Eu sou lésbica” podem ser traçadas através de cada estágio do crescimento e desenvolvimento de um indivíduo. Vamos examinar o que pode acontecer em cada um desses estágios: infância e meninice, anos da escola primária, puberdade e adolescência, e juventude.

Leia o livro "Restaurando a Identidade" na íntegra.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Narcisismo "Projetado"

O homossexual é antes de tudo um ser profundamente narcísico, quer dizer, apaixonadamente apegado a seu corpo, a sua imagem ou a imagem que desejaria ter.

Estão sempre em busca de alguém igual a si próprio (os que são seguros de si), ou igual a imagem que idealiza ter (os que sofrem de complexos de inferioridade), como um narcisismo "projetado" no outro. 

Mas, atenção, não veja nesse egocentrismo um amor de si sereno e complacente. Ao contrário, o narcisismo do homossexual o faz sofrer muito. É um narcisismo exacerbado, cruel, que o torna frágil e super emotivo: é às vezes tão seguro de si que se torna intransigente e agressivo; outras vezes, se desvaloriza de tal maneira que naufraga no isolamento e na mágoa. 

domingo, 23 de março de 2014

Abandone a autopiedade e agarre a vida nas suas mãos

A autopiedade é o estado psicológico que uma pessoa pode desenvolver em situações adversas percebidas, em que não aceitou a situação e julga não ter confiança nem competência para lidar com aquilo que enfrenta. Você sofre desta avaliação deturpada de si mesmo? Sim, é uma avaliação deturpada que nos afasta das nossas capacidades, desligando-nos de nós mesmos. 

Ficamos presos nos sentimentos negativos, julgando sermos vitimas do mundo em geral. Isso faz com que a nossa força vital diminua, sentimo-nos impotentes e ficamos paralisados, deixando de ajudar a nós mesmos. Ilusoriamente acreditamos sermos incapazes de melhorar o estado em que nos encontramos. Este é o grande dano da autopiedade.

Como se desenvolve esta crença de vitimização de nós mesmos?

Os caminhos podem ser tantos como pessoas existentes no mundo. Mas a desesperança é a palavra-chave. Autopiedade e desesperança andam de mãos dadas, estabelecem uma forte relação entre si. Quem pensa em si mesmo como alguém que sente pena de si mesmo, anula a habilidade de procurar soluções.

A autopiedade é uma construção mental que emerge quando nos sentimos impotentes para lidar com um determinado problema, ou quando não queremos lidar com o problema. Como se acreditássemos que alguém deveria resolver o problema por nós, ou que é injusto estarmos a passar pela situação dolorosa.

Importa parar de sentir a pena que tentamos evocar nos outros acerca de nós. Ficar preso na autopiedade, alimentá-la e ruminar nisso, certamente piorará a situação que possa estar a enfrentar. Há que terminar este processo autodestrutivo. O “como” vem da aceitação da autopiedade. No momento que a aceitar pode perceber o processo que o levou a construir essa ideia acerca de si mesmo. A partir desse ponto você pode ser capaz de assumir o controle dos seus pensamentos.

Para ajudar este processo você pode recordar momentos passados em que se sentia afortunado, em que conseguia superar as suas frustrações, em que conseguia encontrar soluções para os seus problemas e como encarava corajosamente as dificuldades que se colocavam no seu caminho. Você ainda tem essas capacidades e ainda consegue recrutar esses recursos resilientes. Recorde-se disso, fique ciente disso, use esse conhecimento em seu próprio benefício.

Não fique à espera que resolvam os problemas por você

Ninguém pode viver a vida por você. Você tem que assumir a responsabilidade da sua própria vida e o que acontece nela. As outras coisas e as outras pessoas podem certamente ajudá-lo em determinadas circunstâncias. Mas você é o principal responsável.
Você pode sair por aí culpando a sociedade, ou algumas pessoas pelos seus problemas. Nas finanças. Na saúde. Você sempre pode encontrar bodes expiatórios para julgar e sentir-se melhor sobre si mesmo. Você pode procurar constantemente suporte nos outros, ficar na sua sombra, dependente. Você pode fazer isso para o resto de sua vida, se quiser. Mas será o melhor para você? Acredito que não. O que tiver que ser feito, é você quem tem que assumir a responsabilidade e fazê-lo, diretamente ou indiretamente.
Sim, as coisas nem sempre podem seguir o caminho desejado. Você vai cair e tropeçar e provavelmente você vai ter má sorte de vez em quando. Mas você pode sempre concentrar-se em si mesmo e fazer o que pode ser feito com o que tem, em qualquer situação que possa surgir na sua vida. Não fique à espera dos outros ou que algo que está fora do seu controle aconteça. Você é que tem de ir ao encontro daquilo que pode melhorar a sua vida.

Foco nas intenções

"Já ocupei muito do meu tempo nos caminhos tumultuosos da lamentação e ressentimento, escrutinei tudo o que não alcancei, as borradas que fiz, o que deixei fugir, o que não aproveitei. Hipotequei muito dos meus recursos mentais a comparar-me pela negativa com os outros, a punir-me pelo olhar crítico de quem nada tem a ver com a minha vida.
Felizmente, aproveitei as minhas experiências dolorosas para perceber que a magnitude da vida vive em mim, na minha consciência, nos meus valores, vontade e fé.
Mudei o meu foco para as minhas intenções, desafios, objetivos, sonhos e ambições. Passei a dedicar o meu tempo no empurrar-me para a frente, no olhar a forma como solucionar os meus problemas, e promover as ações que me conduzam à satisfação e realização de vida. Porque tudo se torna mais fácil e mais encantador quando acredito na minha capacidade para realizar os meus sonhos e, principalmente desenvolver-me a mim mesmo."
- Miguel Lucas
Lembre-se que você tem uma escolha acerca da forma como deve responder às suas adversidades. Essa escolha vai afetar muito a sua felicidade na vida. Você pode ter a mentalidade de vítima, pensando que a felicidade só pode ser sentida quando as circunstâncias se alinham em seu favor, sentindo-se impotente e amargo quando as coisas não funcionam do jeito que você quer. Ou, você pode adotar o princípio de que a sua vida é da sua responsabilidade e determinar-se a fazer o que é necessário para promover a felicidade, apesar de todas as circunstâncias adversas que possam acontecer com você. Estas são as únicas duas escolhas. Então, propositadamente e conscientemente faça a escolha que melhor lhe serve. A sua felicidade, maioritariamente depende daquela que você escolher.
Por Miguel Lucas

sábado, 1 de março de 2014

A terapia das tendências homossexuais

                                                                                                                 Por Maria Fernanda Barroca (escrito em Português Europeu)
O psicólogo holandês Gerard vander Aardweg, apoiado na sua experiência clínica, afirma que o homossexualismo se pode superar com uma terapia adequada. No seu entender a ideia de que o homossexualismo não pode mudar é errada. Uma das razões que dá para esta visão fatalista do problema é o escasso número de pessoas que se têm dedicado à investigação e tratamento do homossexualismo.

O grande público olha para o homossexualismo com preconceitos e ideias superadas. Desta atitude se aproveita a estratégia da emancipação dos homossexuais assumidos, que pretendem estabelecer na sociedade alguns dogmas de cariz libertário: "o homossexualismo é uma variante normal da sexualidade"; "o único problema é a discriminação social"; "o homossexual nasce, não se faz"; "o homossexual não pode mudar e muito menos curar-se". Esta última afirmação expressa a atitude fatalista que se encontra cada vez mais difundida.

Há duas categorias de pessoas que se esforçam no tratamento do homossexualismo: uma são os psicólogos, psiquiatras e psico-analistas; outra, os grupos cristãos, de maioria protestante. De facto, quanto mais um homossexual se orientar para a fé em Deus, tanto melhor vê o sentido da sua vida, purifica a sua consciência e ganha vontade de lutar contra as suas tendências desordenadas. As causas devem localizar-se nos anos da juventude e o papel importante que tem neste processo o relacionamento com os pais. No homossexual está subjacente uma personalidade bloqueada, baseada numa vida sexual imatura e infantil. Ainda que os estudiosos do problema diferem na maior ou menor importância que se concede aos factores genéticos, existe um acordo em conceber o homossexualismo como uma reacção perante a dificuldade de se identificar com o próprio sexo, um 
"problema de identidade sexual".

É de realçar a importância que tem, para que um filho se identifique positivamente com a sua situação sexual, o facto de que tenha estima pelo progenitor do mesmo sexo. O adulto homossexual é uma pessoa que não viveu os anos da juventude com jovens do mesmo sexo. A criança ou o jovem dramatiza a sua situação e procura o afecto das pessoas do mesmo sexo que não o aceitam. Esta necessidade erotizada de atenção leva às fantasias homossexuais. Assim, o psiquiatra holandês Arndt resume esta situação numa fórmula: "dentro do homossexual vive um pobre menino que se consome em desejos insatisfeitos".

A terapia deve orientar-se a ensinar ao paciente a reconhecer e combater toda a gama de expressões de egocentrismo infantil, de medos, de sentimentos de inferioridade, de reacções de protesto, de motivações egocêntricas no modo de encarar a amizade e as relações sociais. O amadurecimento dá-se quando cresce a confiança em si próprio. Só quem se sente homem (ou mulher), e é feliz de o ser, está em condições de sentir atração pelo outro sexo.  É preciso vencer as inseguranças em relação o mesmo sexo. Uma mulher lésbica curou-se radicalmente quando entendeu em profundidade o que lhe disse um sacerdote católico, dotado de bom sentido psicológico: "continuas a ser uma menina pequena". No homossexual também existem instintos heterossexuais, mas são bloqueados por um complexo de inferioridade homossexual. Os que desejam tratar-se melhoram em um ou dois anos e com o bem-estar que sentem e a alegria de viver, o seu egocentrismo esfuma-se. Alguns acabam por se enamorar por pessoas do outro sexo, casam e constituem família.

O caminho da libertação para um homossexual não passa pela compaixão e muito menos pelo reconhecimento da “normalidade” das relações homossexuais. Ora, o que nós vemos actualmente é que os homossexuais querem ser tratados como as outras pessoas, assumindo-se em manifestações provocatórias, exigindo para si um direito que negam aos outros.

O homossexualismo é uma doença e a medicina ocupa-se também de outras enfermidades que nem sempre se podem curar, como a asma ou o reumático, mas nenhum médico concluiria que não tem sentido submeter esses pacientes a tratamentos, ou estudar novas terapias. Com os homossexuais passa-se o mesmo – não há outro caminho de libertação senão a luta por corrigir as tendências desviadas. Caso contrário, à frustração junta-se uma vida infeliz disfarçada por uma ruidosa alegria só aparente, que leva à destruição psíquica e ao desespero.

Muito ligada à homossexualismo está a problemática da SIDA e custa um pouco a aceitar que aqueles que aplicam ao tabaco a frase “a natureza sempre passa factura se se vai contra ela”, excluam a homossexualismo e as suas consequências dramáticas para terem para com eles e elas uma só atitude – compreensão (hipócrita, digo eu). Não precisam os homossexuais de compaixão, muito menos de discriminação, mas sim de serem tratados como doentes a quem é preciso aplicar a terapia adequada.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

10 razões para você dizer não ao sentimento de inferioridade

As causas do complexo de inferioridade são diversas (e muitas estão relacionadas ao homossexualismo). Não é fácil livrar-se de tal complexo, mas é possível. E tudo começa pelo amor próprio. Quem não se ama não pode fazer nada de significativo nesta vida.Apresento abaixo dez conseqüências desastrosas que o complexo de inferioridade pode trazer a uma pessoa. Algumas são obvias, outras nem tanto assim. Conversando com pessoas que sofrem deste mal, pude perceber o cerne do problema. E a mesma coisa que disse pra essas pessoas digo pra você que por ventura também esteja passando por isso: se é algo que faz mal então porque não lutar com unhas e dentes para se curar? E a cura é possível. Leia o texto e veja por que.

1) NÃO GOSTAR DE SI. Eis aqui a raiz do problema. Não gostar de quem eu sou é o mesmo que dizer ao mundo que não tenho valor algum. E é triste viver assim, fazendo de tudo para cuidar dos outros quando os carentes de cuidados somos nós mesmos. Vamos acabar de vez com a idéia tola de se sentir o patinho feio deste mundão. O mundo foi criado para todo mundo e você também tem o direito de ser feliz.


2) NÃO GOSTAR DOS OUTROS. Complexados tem medo de pessoas. Dizem até que tem amigos, mas quando estão próximos deles são engessados, têm medo de se expor e mostrar suas fragilidades. Na verdade quem não gosta de si não tem condições de gostar de ninguém. Como eu disse, pode até fingir ser amigo e coisa e tal, mas no fundo se percebe a dificuldade em encontrar no outro um ponto de apoio. O complexo de inferioridade causa também um sentimento de repulsa por quem não tem tal problema. 

3) FUGIR DE COMPROMISSOS. Solitários são no fundo doentes deste problema. Por não se amar e conseqüentemente não amar o outro, vivem inventando desculpas para não se relacionar. Correm um sério risco de morrer sozinhos, cercados por suas falsas crenças que o fazem duvidar de suas capacidades em encontrar alguém para juntos construir uma bela vida para ser vivida.

4) SER RANZINZA. Quem vive de mal com a vida talvez necessite fazer as pazes consigo mesmo. Tem pessoas que são azedas por natureza. Brigam por tudo, mas não vencem seus inimigos interiores. São mestras em disciplinar quem erra, mas lentas em cuidar da própria vida. Tenho pena de quem vive gritando para ser ouvido: quanto maior o volume da armadura, mais frágil se revela ser o soldado. 


5) TER UM SEXO INDEFINIDO. Conheço pessoas que sofrem de complexo de inferioridade e que têm dúvidas quando a sua preferência sexual. Nunca vi nenhuma pesquisa sobre o assunto, mas acredito piamente que a homossexualidade está estritamente ligada a tal complexo. Entender a causa é fácil: se a pessoa não se enxerga igual à outra que lhe parece semelhante (por exemplo: um garoto se considera incapaz de fazer aquilo que outros garotos da sua idade fazem) fica difícil levar uma vida despreocupada. Talvez seja hora de pensar um pouco mais sobre isso: ninguém nasce homossexual. O complexo de inferioridade pode muito bem ser o fator mestre deste grande desajuste.

6) TER ÓDIO DO PAI/MÃE. Eles podem até ter certa culpa (e na maioria das vezes tem mesmo), mas não se deve atirar pedras neles. Pai ou mãe que erra na educação de um filho o faz porque não teve ninguém para lhes orientar o contrário. Por isso a importância de criar meios para discutir tais assuntos. Ao perceber que o seu complexo de inferioridade teve uma influência dos pais o filho deve cuidar para tratar o mal e não se ocupar em jogar a culpa toda neles. Perdemos tempo tentando “liquidar” quem nos feriu ao invés de correr atrás de um médico para tratar das machucaduras. E quanto mais cedo se trata, melhores são os resultados.


7) FICAR SEMPRE EM ÚLTIMO LUGAR. Só existe um lugar onde eu prefiro ser o último: na fila do dentista. Brincadeiras a parte, penso não haver lógica alguma em deixar que as pessoas ocupem sempre os primeiros lugares para sermos bem vistos por isso. Prefiro ser odiado e chegar lá ao ficar pra trás e nunca consegui o que eu desejo. Entenda: não digo no sentido de ser orgulhoso, mão-fechada; mas em se ter a consciência de que também temos o direito de saborear ao menos uma pitada de caviar. É errado tentar tirar da fila quem está com o primeiro lugar, mas o erro maior está em ter medo de ocupar o primeiro lugar e assim dá espaço para outra pessoa ficar.


8) NÃO TER UM SONHO. Como pensar no amanhã se não se consegue viver bem o hoje? Inferiorizados abrem mão dos seus sonhos em troca de uma vida regada a fantasias. Acreditam tanto nas estórias em quadrinhos que vivem esperando um príncipe num cavalo branco ou uma Cinderela que o libertará da solidão. Esperam até que a morte os venha visitar e só ai entenderão o quanto poderiam ter aprendido se o medo não tivesse os impedido de correr atrás dos seus sonhos, das experiências reais.


9) NÃO SABER DIZER NÃO (OU SEMPRE DIZER NÃO). Tem gente que é ótima para com os outros, mas vive maltratando a si mesma. Nunca dizem não. Estão sempre dispostas a ajudar, mesmo que isso lhe custe deixar de cuidar de algo mais importante na própria vida. Pessoas assim estão num estágio avançado de complexo de inferioridade. Outras só sabem dizer não. Para estas não existe a reciprocidade. Se tem não dividem. Se não tem, preferem ficar sem a ter que pedir a alguém. Complicado, né?


10) 
NÃO CUIDAR DA APARÊNCIA (OU CUIDAR DEMAIS). Dois lados de uma mesma moeda. Cuidar de menos da aparência é um mal que cometemos a nós mesmos. Cuidar demais também. Quem só pensa em ter uma roupa nova, carro do ano ou bugigangas para poder exibir, mostra que as coisas matérias são mais importante que a pessoa que os tem. Quando tudo isso acaba, o complexo de inferioridade volta, pois o problema não está na roupa que se veste (ou deixa de vestir), mas na maneira como nos comportamos diante das outras pessoas.

                                                                                           Texto: Paulo Franklin

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Construção da Masculinidade

O papel do pai real 
Sem reabrir o debate – absolutamente legítimo – sobre a pertinência da posição falocêntrica defendida por Freud, cabe lembrar que para ele a questão fundamental é saber como se opera, na menina, a passagem da fase “masculina” à “feminilidade normal” .
Embora as teorias de Freud sobre a feminilidade tenham sido objeto de inúmeros debates e controvérsias, pouco se diz sobre a masculinidade. Sobre esta questão, observa-se um inquietante silêncio, como se o fato de possuir um pênis constituísse em si uma garantia, espécie de salvo-conduto, permitindo a passagem “natural” da fase masculina à masculinidade. Ainda que o menino deva passar pelas fases do desenvolvimento com seus diversos percalços, a questão do “tornar-se menino” nunca foi objeto de grande altercações. Entretanto, este processo é bastante complexo.
Não se pode compreender a aquisição da masculinidade sem analisar a relação do filho com seu pai real, ou seja, com o personagem que permite ao sujeito – menino ou menina – de dizer (ou não) num segundo tempo, que ele de fato teve um pai. Não nos referimos aqui, evidentemente, ao pai como função, ao Nome-do-Pai, que certamente esteve presente, pois o sujeito se constituiu; o problema tampouco é compreender em que medida a realidade da presença física do pai implica na sua presença simbólica. Se feminino e masculino são as duas vertentes do falo, nos referimos àqueles que, a partir da inscrição na função fálica, se posicionaram no simbólico como homem.
A referência ao pai real é central em Freud: a relação pessoal que cada um tem com Deus reflete a “relação com o pai em carne e osso” ; da mesma forma, o protótipo do demônio forjado pelo sujeito se origina na relação com o pai ; o superego sádico de Dostoievski é atribuído a um pai na realidade particularmente cruel e violento.
Ao pai cumpre também a tarefa de substituir a mãe na proteção da criança pelo resto da infância contra os perigos de mundo externo como lemos em O Futuro de uma Ilusão. Do pai protetor da infância – o onipotente “pai herói” profundamente admirado, por vezes idolatrado, mas também temido – ficará a “nostalgia do pai”, sentimento que coincide com a necessidade de proteção ligada ao desamparo humano; e a origem do pai como protetor se encontra no pai da horda primária.
Ou seja, o pai que protege a criança no início da vida reatualiza o pai que, na aurora da humanidade, protegia os membros da horda contra os perigos do mundo exterior. No entanto, a partir de um determinado momento – ao longo da era glacial, continua Freud – quando as mudanças do meio ambiente superara a capacidade protetora do pai e este último não cumpria mais seu papel, o pai protetor passou a configurar o alvo por excelência da angústia do grupo: foi a interiorização do medo do real como “angústia do pai” que possibilitou a maturação do desejo de morte contra ele conferindo-lhe, ao mesmo tempo, sua função simbólica.
Para Freud, o complexo paterno que culmina com o assassinato do pai – “o crime principal e primevo da humanidade” – constitui o ponto onde se unem ontogênese e filogênese, a história de cada um e a História da humanidade: a morte do pai que cada criança tem que levar a cabo nada mais é que a reatualização da morte do pai primevo pelas “crianças” da horda primária. Na história de cada sujeito, o desejo de morte do pai se origina bem antes da situação edipiana, no momento em que ele aparece na cena do real fazendo “do desprezar uma experiência da qual ninguém está ao abrigo. 
Identificação e masculinidade
A relação do menino com o pai é, como se sabe, marcada pela ambivalência. No complexo de Édipo em sua forma mais completa, positiva e negativa, sob a égide da bissexualidade constitucional, duas vertentes se opõem e se conjugam: de um lado, uma atitude afetuosa para com o pai; de outro, uma hostilidade igualmente intensa em relação a ele, que se quer eliminar como rival. Ao final do complexo, estas tendências – que deverão ser recalcadas – se agruparão para produzir uma identificação: para aspirar a ser como o pai, é necessário parar de temê-lo.
Entretanto, no caso do recalcamento falhar, as tendências pulsionais afetuosas retornam como moções intoleráveis para o ego, exatamente por reatualizar a “atitude afetuosa feminina para com o pai”, reativando no mesmo movimento, a ameaça de castração. É isto que nos relata Freud através dos casos do Homem dos lobos, do Homem dos ratos, de Schreber e de Pequeno Hans: boa parte dos problemas psíquicos apresentados por estes sujeitos se devia ao retorno de elementos recalcados percebidos pelo ego do sujeito como “femininos”. Talvez por esta mesma razão, a paranóia, assim como algumas formas de perversão, exibem uma “preferência” pelo sexo masculino: a projeção de moções homossexuais não-integradas permite ao sujeito tratar um perigo pulsional interno como se fosse externo.
A angústia de castração, “no interesse de preservar sua masculinidade” , levará o menino a recalcar o hostilidade dirigida ao pai. Pode acontecer que o deslocamento para um objeto substitutivo constitua a única possibilidade encontrada para lidar com a hostilidade. É o que acontece na fobia: graças ao objeto fóbico, a criança pode dar livre vazão à hostilidade nascida da rivalidade com o pai, mas também à afeição dirigida ao pai, pois o objeto temido é também procurado.
Pode acontecer também, quando o pai não se torna o alvo da angústia da criança, que o mundo seja percebido como uma ameaça. Na origem da angústia de algumas pessoas, que se traduz por um “medo de tudo”, um desamparo estrutural, encontra-se uma imagem de pai que nunca foi percebida como sendo, por um lado, o pai que proibe – sabe-se de onde o perigo vem – e, por outro lado, o pai que protege: nestes sujeitos, a “nostalgia do pai” não se constituiu.
Outro elemento a considerar na construção da masculinidade é o modo como o pai investe o filho, e o desejo do pai por ele. Tornar-se pai é correr o risco de pressentir, tal como Laios, aquele que vai desejar sua morte; aceitar que seu filho seja seu sucessor, legar-lhe sua função, pressupõe que o pai saiba que o lugar que ele ocupa foi ocupado anteriormente por outro, e que seu filho, assim como ele, só o ocupará de modo transitório.
Ser apenas um elo na cadeia de gerações significa não apenas descobrir-se mortal, mas também compreender sua morte como conseqüência de uma lei universal, e não como uma punição retardada por desejos edipianos proibidos. Isso que dizer que na relação pai/filho se reatualizam também as ambivalências que marcaram a relação deste pai com seu próprio pai. Finalmente, a relação com o pai será, de alguma forma, o protótipo das relações do sujeito com outros homens.
Uma falha do pai em sua função de objeto identificatório – provavelmente devido a conflitos identificatórios deste pai com o seu próprio pai, um conflito transgeneracional – impede que o filho experiencie o complexo de Édipo em sua forma completa, o que terá conseqüências na construção de sua masculinidade. A clínica nos informa destas mudanças. Trata-se de pessoas que, embora sempre tenham tido uma prática heterossexual, apresentam, sob as mais diversas formas, fantasias homossexuais que podem ser definidas como ego-distônicas: embora as pulsões homossexuais tenham acesso à consciência, são experimentadas como totalmente insuportáveis, e a realização destas fantasias seria simplesmente inconcebível.
Quase sempre a procura de análise se deve ao medo desta “homossexualidade” vivida como um sintoma. A análise revela que em muitos destes casos a homossexualidade em questão é a mesma do período edipiano, que não pôde ser “vivida” com o pai. Se estas fantasias – que traduzem uma busca de masculinidade – são tão insuportáveis para o sujeito, é por serem vivenciadas como na relação edipiana, logo proibida, não com a mãe mas com o pai. (Deixaremos para outra ocasião a discussão mais detalhada deste ponto.)
De maneira geral, alguns fantasmas não-integrados ao ego e que podem ser percebidos como passivos, logo ligados à feminilidade, devem ser compreendidos como o retorno da corrente afetuosa em relação ao pai, que reativaria uma vez mais a ameaça de castração: é por isto que a posição masculina é tão freqüentemente ameaçada e que a feminina, segundo Freud biologicamente destinada às crianças do sexo feminino, é tão temida pelos homens.
Isto se torna particularmente claro nos adolescentes: entre os meninos é comum a fantasia de que se um deles tem na relação homossexual o papel passivo, é “mulher”; entre as meninas, a homossexual não é comparada a um homem. A distinção entre duas modalidades identificatórias que freqüentemente aparecem superpostas pode ajudar na compreensão desta dinâmica: de um lado, o sentimento que se estabelece bem cedo e que se traduz por: “eu sou menino” ou “eu sou menina”; de outro lado, o sentimento, bem mais complexo, cuja dinâmica só se completará na adolescência, que se traduz por “eu sou masculino” ou “eu sou feminina”.
Masculinidade: uma constante construção
O trajeto que leva o menino da posição masculina à masculinidade -resultado de um longo percurso que se constrói em um espaço político e social, através de diversos rituais e provas de iniciação – é extremamente complexo, e o fantasma de não a alcançar é uma presença constante. Por esta razão, é frágil e constantemente ameaçada: tem de se “forçar”, de alguma forma, seu desenvolvimento, sob pena de que ela não se manifeste. Não é por acaso que tantos tabus, proibições e expedientes são necessários para salvaguardar a masculinidade do perigo de contaminação pela feminilidade.
A relação do sujeito com seu próprio pai, ou com aquele que assume este papel, será decisivo para o modo como ele terá acesso as representações simbólicas do masculino: a identificação ao pai nos dá a chave para a compreensão da masculinidade. É no encontro com o pai, seja qual for o registro em que este se encontre – através dos avatares dos processos identificatórios do filho, dos investimentos do pai em relação ao filho, das particularidades do sistema social no qual o sujeito se encontra inserido – que se deve procurar compreender a aquisição da masculinidade bem como suas diferenças “qualitativas”.
A construção da masculinidade é um trabalho constante e a presença do pênis – central na formação imaginária do Eu e determinante para o trajeto identificatório assim como para a construção dos ideais – não constitui nenhuma garantia tangível contra o fantasma de castração.