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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Homossexualismo e Narcisismo

Freud afirma que a fantasia homossexual possui uma relação íntima, talvez invariável, com a paranóia, mas não constitui seu mecanismo (Freud, 1911). Preconiza que na paranoia existe uma fixação do sujeito no estádio do narcisismo. É por meio do mecanismo particular da paranóia que ele percebe que, diferentemente da neurose, o desligamento da libido dos objetos é utilizado de modo particular: a libido, uma vez retirada dos objetos, reflui para o eu com a finalidade de engrandecimento do mesmo. Encontramos nas palavras do psicanalista Antonio Godino Cabas uma síntese precisa: “o homossexualismo da psicose não é um dado objetal. É uma referência narcisista, é um dado do sujeito” (1988, p. 94 &– grifos meus). 

Quanto à aproximação entre homossexualismo e narcisismo, embora Freud tenha sempre defendido em sua obra que o homossexual masculino realiza uma escolha de objeto narcísica, justamente em Introdução ao narcisismo (1914), em que ele formula a noção de narcisismo, afirma primeiro que tanto a escolha narcísica de objeto como a escolha anaclítica de objeto estão presentes em todos os sujeitos, de acordo com a premissa da existência de um narcisismo primário; segundo, que o narcisismo diz respeito a uma imagem ou a um ideal. Cabe lembrar que, segundo Freud, o amor é narcísico e que o narcisismo integra o curso regular do desenvolvimento.

 Quem sofreu alguma perturbação no desenvolvimento da libido, escolhe o objeto de amor a partir de sua própria pessoa. Tudo indica que procuraram buscar a si mesmos como objetos de amor, escolha de um tipo que chamaria de narcisista. O Homossexualismo é um exemplo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Psicologia e a terapia de reorientação sexual

"Não se curam os homossexuais, a despeito de serem absolutamente curáveis." Jacques Lacan, psicanalista francês.

De acordo com o psicólogo Fabrício Viana, a atração pelo mesmo sexo não faz parte do currículo dos cursos de Psicologia no Brasil. O professor Fernando Silva Teixeira Filho, Ph.D em Psicologia Clínica pela UNESP, por exemplo, reconhece que “o homossexualismo, ainda hoje, é abordada com pudor, medo, silêncio”. (2) Nesse mesmo sentido, a sexóloga e terapeuta Rinna Riesenfeld, afirma que médicos, psicólogos e psiquiatras conhecem muito pouco sobre o homossexualismo.(3)

Ao que parece, muitos especialistas assumem que os profissionais da saúde mental desconhecem a atração pelo mesmo sexo e as vicissitudes do comportamento homossexual. Apesar disso, muitos psicólogos, psiquiatras, psicanalistas e sexólogos aparecem regularmente na mídia afirmando que algumas pessoas nascem homossexuais e que não existe nenhuma droga, cirurgia ou psicoterapia que possa auxiliar aqueles que pretendem se livrar o homossexualismo.

De acordo com o que você leu até agora, o homossexualismo – tal como a conhecemos nos dias de hoje – nunca existiu em nenhum momento da história da humanidade nem em qualquer região geográfica deste planeta. Além disso, as evidências científicas não permitem afirmar com a mínima racionalidade que a atração pelo mesmo sexo decorre de fatores genéticos, hereditários ou hormonais. Entretanto, existem estudos científicos que atestam a importância do ambiente na formação da identidade de gênero e da personalidade. Esses estudos comprovam, ainda, que é possível mudar a orientação sexual e que essa mudança não traz nenhum efeito colateral para quem a realiza com sucesso. Apesar de tudo isso, lamentavelmente, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) atrapalha a vida de quem deseja simplesmente se livrar da atração pelo mesmo sexo e viver de
acordo com seu próprio sexo biológico.

O CFP, por meio da Resolução nº 01/99, estabelece que:

Art. 1° – Os psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da profissão, notadamente aqueles que disciplinam a nãodiscriminação e a promoção e bem-estar das pessoas e da
humanidade.

Art. 2° – Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas.

Art. 3° – Os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura do homossexualismo.

Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Ao que parece, o CFP decretou que os profissionais da Psicologia não podem estudar o fenômeno da mudança de orientação sexual, nem podem teorizar sobre esses fenômenos. Essa decisão corresponde ao que muitos chamariam de “estabelecer a verdade por decreto”.

Um Conselho contra a Psicologia

É de conhecimento que Freud, Adler, Ellis, Jung, Lacan e muitos outros nomes importantes para a Psicologia consideravam o homossexualismo uma condição patológica e que merecia ser tratada por meio de psicoterapia, sempre que o próprio paciente solicitasse esse tratamento. Além disso, agora você sabe que o homossexualismo é tratada por meio da psicoterapia desde o final do século 19. Nesse sentindo, está claro que muitos psicólogos, sexólogos, sociólogos e antropólogos reconhecem que é possível mudar a orientação sexual com o auxílio de um terapeuta competente. Diante disso, como pode o Conselho Federal de Psicologia adotar um posicionamento contrário ao tratamento do homossexualismo?

Em 1973, independentemente de qualquer estudo científico e mediante forte pressão política de grupos que defendem os interesses dos homossexuais, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) retirou o homossexualismo da sua lista de doenças mentais. Essa decisão não recebeu o apoio de todos os psiquiatras estadunidenses. Na verdade, quase 40% dos psiquiatras reprovaram a idéia de serem sacrificados princípios científicos em favor dos direitos civis.

Embora um consenso entre cientistas requeira muitos anos de estudos e experimentos, as pesquisas sobre a origem biológica e o caráter imutável do homossexualismo começaram muitos anos depois de a APA decidir essa questão. Desse modo, parece inegável que a APA tenha decidido “normalizar” o homossexualismo por motivos que nada têm a ver com a Ciência. Na verdade, a decisão da APA foi repudiada por quase metade dos psiquiatras.(4)

Para Joseph Nicolosi, Ph.D em Psicologia, a decisão de “normalizar” o homossexualismo realmente não decorre do fato de que algum especialista tenha descoberto que a atração pelo mesmo sexo é uma variação normal da sexualidade humana. Ele acredita que muitos psiquiatras e psicólogos ignoram as causas do homossexualismo e desconhecem as abordagens terapêuticas para tratamento desse problema. Assim, para o Dr. Nicolosi, existem terapeutas que não corroboram a “normalidade” do comportamento homossexual, mas, por desconhecerem qualquer tratamento eficaz para o homossexualismo  preferem dizer que, nesse caso, não há nada a ser tratado. Parece que esses terapeutas acreditam no ditado que diz: “o que não tem remédio, já está remediado”.

Assim como o Dr. Nicolosi, o Dr. Gerard van Aardweg é Ph.D em Psicologia. Ele entende que a afirmação de que o homossexualismo não pode ser tratada com sucesso é uma atitude fatalista e desencorajadora que decorre da falta de investigação séria sobre essa matéria. Ao que parece, o CFP apenas “copiou” o que a Associação Americana de Psiquiatria APA “decretou” a respeito do homossexualismo no início da década de 70.

Embora saibam muito pouco sobre o homossexualismo  alguns especialistas dizem que o tratamento da atração pelo mesmo sexo não funciona e provoca “distúrbios psicológicos” nos pacientes que tentam mudar a sua orientação sexual. Esse fato, no entanto, jamais foi comprovado. Na verdade, como destaca o Dr.
Warren Throckmorton, Ph.D em Psicologia, a única “prova” de que o tratamento psicoterápico do comportamento homossexual é prejudicial aos pacientes está no discurso daqueles que ignoram os fatos sobre a mudança. Portanto, percebe-se que essa descrença dos especialistas revela apenas sua ideologia dogmática.

As pessoas que me conhecem e os ex-homossexuais que eu conheço comprovam que mudar a orientação sexual é saudável, prazeroso e emocionante. Assim, de acordo com a minha experiência e segundo a opinião das pessoas que são ou conhecem ex-homossexuais, não há dúvida de que o pensamento do Dr. Throckmorton está correto no que concerne à falta de evidências sobre os prejuízos que a mudança causaria na psique daqueles que a experimentam. Além disso, os estudos sobre a vida dos ex-gays demonstraram que eles não são portadores de nenhuma patologia.

Dr. Robert Spitzer, professor do departamento de Psiquiatria da Universidade Columbia, de Nova York, atuou de modo determinante na retirada do homossexualismo da lista de distúrbios mentais da Associação Americana de Psiquiatria em 1973.

Apesar disso, ele não tem dúvidas de que os homossexuais podem mudar. Conforme noticiou a revista Veja, o Dr. Spitzer acredita que “é possível que esteja errada a idéia de que a orientação sexual pode ser combatida, mas não mudada”.(5)

O descompasso entre a resolução do CFP e o entendimento dos especialistas pode ser facilmente observado em uma reportagem recente da revista Época. A revista questionou se pode ser considerado “bem de cabeça” um homem casado que paga para fazer sexo com um homem que parece ser mulher.

Ainda de acordo com a revista Época, os especialistas não têm uma resposta unânime para essa questão. Apesar disso, Época destacou a opinião do psicanalista Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade. Conforme declarou à revista, ele entende que alguns homens que procuram sexo com outros homens são portadores de uma patologia. O psicanalista afirmou ainda que “muitos fazem isso num impulso de autodestruição”.(6)

Por que seria possível mudar o sexo, mas não a orientação sexual?

Você pode estar se perguntando: “se não há embasamento científico que prove a origem genética e a condição imutável da atração pelo mesmo sexo nem qualquer estudo que demonstre os malefícios causados por qualquer terapia que vise a ajustar sexualmente um homossexual que deseja mudar, como pode o Conselho Federal de Psicologia proibir que se tratem os homossexuais que manifestam interesse nesse tratamento?” Embora eu tenha pesquisado exaustivamente esse tema, não encontrei nenhuma explicação lógica, científica, profissional ou racional para que o CFP tenha expedido uma resolução que proíbe até mesmo que os psicólogos se pronunciem publicamente sobre o homossexualismo  Apesar disso, fiquei perplexo ao saber que existem leis, programas governamentais e profissionais da Psiquiatria e da Psicologia preparados para ajudar qualquer homem a mudar de sexo, tornar-se uma “mulher”. Recentemente, o Governo Federal determinou que o Sistema Único de Saúde (SUS) realize a cirurgia de mudança de sexo, à custa dos impostos arrecadados de todos os cidadãos. Assim, todos contribuem para que uma pessoa mude de sexo, mas um homem que deseja apenas “ser homem”, além de não receber nenhuma atenção específica do SUS, está “legalmente” impedido de receber qualquer ajuda profissional para realizar o sonho de ter uma esposa e filhos. Apesar disso, durante a realização da Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, realizada em Brasília, entre os dias 27 e 30 de abril de 2008, o governo brasileiro decidiu promover o reconhecimento e a valorização da LIVRE orientação sexual e de identidade de gênero.

Para a psicóloga Rozângela Justino, a decisão do CFP atenta contra os direitos à liberdade, igualdade, expressão de pensamento, livre atividade científica e de comunicação, assegurados no art. 5º da Constituição Federal de 1988.

O Dr. Paul Medeiros Krause, procurador do Banco Central em Belo Horizonte (MG), bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, entende que o Estado brasileiro está agindo de maneira totalitária no que se refere ao tratamento do homossexualismo. Ele acredita que a naturalidade do homossexualismo seja um dogma falacioso que está sendo imposto ao povo brasileiro e denuncia que oposições filosóficas ou científicas (psicológicas) a esse dogma estão proibidas.(7)

Alguns especialistas do Direito discordam da interpretação da Drª. Rozângela Justino e entendem que os psicólogos podem, sim, atender aos gays que solicitam ajuda para adquirir comportamentos heterossexuais.

Uma interpretação sistêmica da Resolução nº 01/99 revela que os profissionais da Psicologia só não podem garantir cura, mas são livres para exercer sua profissão de acordo com a solicitação do paciente, sem coerções.

Alguns juristas alertam que não se pode confundir o exercício regular da profissão com posições pessoais dos psicólogos, afinal, a ética da Psicologia é laica e, portanto, neutra de crenças religiosas e ideologias politicamente corretas. Ao que parece, a Resolução nº 01/99 está de acordo com a Constituição Federal, porém, é problemática sua interpretação por parte daqueles que, sem fazer uma análise sistêmica, pegam expressões ou dispositivos isolados dessa Resolução e fazem interpretações parciais para atender a conveniências e interesses pessoais. Segundo noticiou a BBC Brasil, “O Conselho Federal de Psicologia proíbe que psicólogos prometam ‘curar’ o homossexualismo, mas diz que quem estiver infeliz com sua condição pode procurar ajuda”.(8)

Em suma, à luz do Direito e do bom senso, está claro que um psicólogo não pode obrigar o paciente a mudar a orientação sexual nem persuadi-lo a desistir dessa idéia, esquivando-se de lhe prestar auxílio nos limites da ciência e da experiência clínica.

Antígonas do século 21

Dr. Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), em seu livro Crônicas de Um Gay Assumido, declarou que a Ciência e as leis estão ao lado dos homossexuais. De acordo com as evidências demonstradas neste livro, nenhum cientista encontrou qualquer indício da origem genética ou do caráter imutável do homossexualismo. Desse modo, parece ingênua a afirmação de que a Ciência seja partidária do homossexualismo.

Embora não se possa afirmar racionalmente que a Ciência corrobora as idéias sobre a origem biológica e a condição inalterável do homossexualismo, o mesmo não se pode dizer da legislação brasileira. A Resolução nº 01/99 do CFP, por exemplo, parece mesmo estar ao lado dos homossexuais.

Felizmente, muitos terapeutas no Brasil estão de acordo com o psicanalista Oswaldo Rodrigues e acreditam que há pessoas que buscam na prática homossexual sua autodestruição. Assim, esses terapeutas não se omitem frente ao desafio de evitar que alguns indivíduos sejam destruídos pelo desejo sexual. Esses profissionais não apenas tratam o homossexualismo mas também publicam livros e descrevem minuciosamente os procedimentos terapêuticos utilizados no tratamento da atração pelo mesmo sexo. A psicóloga Solange Cigagna, por exemplo, auxilia seus pacientes homossexuais a mudar a orientação sexual por meio da Terapia de Vidas Passadas. Além de possuir formação acadêmica em Psicologia, ela é Bacharel em Direito e não parece constrangida pela Resolução do CFP que proíbe o tratamento do homossexualismo.

A Drª. Renate Jost também parece não enxergar nenhuma limitação no que o CFP recomenda aos profissionais da Psicologia quanto à patologização do homossexualismo. Ela afirma que em muitos casos o homossexualismo provoca sofrimento psicológico ao indivíduo e por isso defende que essas pessoas têm direito à ajuda de um terapeuta profissional.

Além dos psicólogos que não se deixam intimidar pela decisão do Conselho Federal de Psicologia quanto ao tratamento do homossexualismo, existem muitos terapeutas cuja atuação profissional não pode ser impedida pelo CFP.

O Dr. Magnus Amaral, por exemplo, é psiquiatra formado pela Universidade de São Paulo (USP) e oferece livremente na Internet um tratamento inédito e revolucionário para cura do que ele chama de neurose homossexual. Além desse médico paulista, a terapeuta holística Valéria Bastos, o hipnoterapeuta Luiz C. Crozera, o terapeuta oriental Rildo Moraes e muitos outros profissionais espalhados pelo Brasil utilizam abordagens terapêuticas alternativas no tratamento do homossexualismo. Ao que parece, existe um grupo de terapeutas “rebeldes” que entende que a saúde de uma pessoa não está vinculada apenas à satisfação de desejos e fantasias sexuais. Esse grupo acredita que a saúde humana envolva o bem-estar físico, psíquico, emocional e social e, como Antígona, não se omitem frente à tirania de ninguém. Na verdade, esses terapeutas parecem discordar da ideologia do politicamente correto e não pretendem assistir passivamente às pessoas sucumbirem aos desejos e comportamentos autodestrutivos.

Até os psicólogos mudam! 

Diante da ausência brutal de evidências sobre a origem genética e o caráter imutável do homossexualismo e sem poder negar séculos de experiência clínica de muitos psicólogos, a Associação Americana de Psicologia reconheceu em pronunciamento recente que cabe ao cliente a escolha do tratamento mais adequado a seus objetivos. Assim, nos Estados Unidos, qualquer pessoa pode solicitar e receber livremente auxílio psicológico para se livrar da atração pelo mesmo sexo e desenvolver a heterossexualidade, se assim o desejar. De acordo com esse entendimento, os profissionais da Psicologia devem respeitar o direito de escolha do paciente e não podem convencê-lo a aceitar o homossexualismo como uma variação normal da sexualidade humana.


Notas:
2 – “Homossexualidades, gênero e direitos humanos: questões que dizem respeito
a todos (as) nós”. Disponível em: www.assis.unesp.br/perfilvertentes/include/
getdoc.php?id=31&article=10&mode=pdf, 19/06/08.
3 – Papai, Mamãe, Sou Gay! pg. 35.
4 – Revista Mente & Cérebro, nº 165, pg. 42 e 43.
5 – http://veja.abril.com.br/160501/p_122.html, em 17/07/08.
6 – http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT4421-15228-4421-393
4,00.html, em 19/06/08.
7 – Disponível em http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=9306, em
13/06/2008.
8 – Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/10/031007_gayrepercut1mt.shtml, em 19/06/08.


Extraído de: Homossexualidade Masculina: Escolha ou destino? - Claudemiro Soares 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Personalidade Borderline e a relação com a atração pelo mesmo sexo e o bissexualismo

Síndrome de Borderline ou transtorno de personalidade Limítrofe é uma grave doença psicológica. Os indivíduos com a síndrome de Borderline vivem no limite entre a normalidade e surtos psicóticos. As dificuldades para se relacionar, oscilações de humor e impulsividade são alguns dos sintomas enfrentados pelo portador da síndrome de Borderline e para as pessoas que o cercam e comum entre os que sentem a atração indesejada pelo mesmo sexo. Esses sintomas começam a se manifestar na adolescência e se tornam concretos no inicio da vida adulta. 

A síndrome de Borderline é freqüentemente confundida com esquizofrenia ou transtorno bipolar, porém possui características diferentes como a duração e intensidade das emoções. Oscilações de humor, agressividade, irritabilidade, depressão, auto-mutilação, comportamentos suicidas, medo de abandono, dificuldade em lidar com as emoções, mudanças de planos profissionais, pessoais (e na visão da própria identidade sexual, ora visando a mudança, ora não.) e nos círculos de amizades, impulsividade, baixa auto-estima, dúvidas constantes em relação a si próprio e à sua identidade, não existe certeza de “quem é?”, “para onde vai?” ou “o que é o mais importante?”. O borderline divide as pessoas em dois tipos bem restritos. Exemplo: ou uma pessoa é boa, só tem qualidades, ou ela é má, só tem defeitos. Não há um bom meio-termo. Mas veja; a opinião pode mudar: Se alguém que o borderline considera bom, perfeito, o decepciona fazendo algo real ou apenas imaginado, o borderline irá considerá-lo mau, tendo uma opinião oposta à anterior, sem achar um meio-termo.


Quanto à origem podemos referir vários: ao nível familiar, pais abandonantes, negligentes e/ou inconsistentes, incapazes de prestar os cuidados físicos e emocionais dos filhos. Ao nível interpessoal, humilhações como bullying também podem contribuir para o surgimento do transtorno. Existe também uma componente genética, mas comparando-a com doenças semelhante, não se revela muito decisiva. 


Borderline e a sexualidade 


Podem coexistir varias tendências em forma de fantasias ou de ações. As formas bizarras de sexualidade, principalmente as que manifestam agressão ou substituição primitiva dos fins genitais, tais como atitudes eliminatórias (urinar, defecar). Às vezes a homossexualismo pode funcionar como defesa contra a sensação e a ansiedade de abandono. A homossexualismo costuma representar a busca de gratificação das necessidades orais. Pode também manifestar relações homossexuais sadomasoquistas e promíscuas. 


A identidade do borderline é menos definida; ele não sabe exatamente quem é ou o que quer, e isso inclui a sexualidade. Já o bipolar tem uma identidade mais sólida; ele sabe quem é e o que quer. Falando apenas de sexualidade, ou de identidade sexual, é mais provável encontrar um bissexual entre borderlines que entre bipolares, especialmente se não estamos falando de uma única experiência sexual, mas de várias. (Alguns bipolares que relataram ao menos pensar ou já ter pensado em outra mulher ou já ter experimentado pelo menos um beijo de outra mulher. À parte isso, não deixemos de ter em mente que a identidade do bipolar já é sólida ou definida enquanto a do borderline, não.) 


O Borderline que sente atração pelo mesmo sexo pode, ora pensar em viver o homossexualismo e ora se ver como heterossexual, uma espécie de "bissexual", na verdade a muitos bissexuais são borderlines e não sabem. Essas mudanças sobre a visão da própria sexualidade ocorrem subitamente no Borderline, assim como as mudanças de humor. Que fique claro que o Transtorno Borderline não ocorre apenas em pessoas com atração pelo mesmo sexo, mas pode estar relacionado a esse fato. A psicoterapia é o principal tratamento utilizado, porém requer paciência e força de vontade do paciente, na psicoterapia o individuo aprende a lidar e controlar as suas emoções.
Bibliografia:

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Verdadeira Mudança

Para a verdadeira mudança acontecer é preciso identificar no que exatamente é inseguro e procurar mudar o que puder, tanto em sua aparência, como também em sua personalidade. Para mudar é preciso motivação e determinação. E nessa situação, se fazer de vítima, de coitadinho e alimentar o pessimismo só vai piorar as coisas. É preciso reconhecer que esse desejo é infantil e egoísta, e amadurecer. 

Só se muda com atitude, ficar chorando, se fazendo de coitado, o injustiçado pelo mundo, só vai te levar a alimentar esses pensamentos infantis, e a se sentir cada vez mais inferior e com os desejos cada vez mais fortes.Quem sofreu alguma perturbação no desenvolvimento da libido, escolhe o objeto de amor a partir de sua própria pessoa. Tudo indica que procuraram buscar a si mesmos como objetos de amor, escolha de um tipo que chamaria de narcisista. O Homossexualismo é um exemplo. 

É a insegurança que alimenta esses desejos e se quer matá-lo, é preciso cortá-lo pela raiz. Muitos querem mudar, mas não estão fazendo NADA pra mudar, só dizem: quero mudar mas não consigo, não quero isso pra mim, não queria sentir..., mas e aí, o que você tem feito pra mudar essa situação? 

Pra começar pare dizer pra si mesmo que é gay, ao se referir a isso diga apenas que sente "atração pelo mesmo sexo", o que você pensa de si mesmo tem bastante peso, procure não reforçar aspectos negativos.

O que preciso fazer pra me sentir mais seguro e confiante, como suprir minha carência paternal/maternal?